GIVE SOME SLACK!

Existe uma expressão em inglês que a gente vê muito em série e filme: “give some slack”. Isso significa, basicamente, “me dê folga”, com margem de erro de “espera um tiquinho” a “sai de mim trem chato”.

O “slack” da expressão acabou virando, no mundo corporativo, um programa bem legal para quem quer organizar seus pensamentos e conversas durante horário de trabalho. Na vida real ele é o Slack, um aplicativo que propõe que as pessoas sejam menos ocupadas e mais produtivas.

Já tinha ouvido falar desse app para organizar rotinas de trabalho em detrimento dos grupos profissionais de WhatsApp – porque, como no mobile tudo é muito fluido o tempo todo, fica difícil procurar algo que alguém disse outro dia e que possa fazer sentido pra sua produção de hoje. Quando a gente quer lembrar muito de algo, ou cola no bloco de notas do celular ou tira um print da tela, e a vida segue – gastando memória do aparelho, mesmo que não seja muita.

O Slack, como eu vi por aí, a grosso modo, é uma forma de ter conversas como no WhatsApp, só que direto no browser. Ele pode ser baixado tanto para o celular quanto para o computador, mas nada se compara a ter ele ali, em uma das abas, prontinho – e organizadinho – para ser utilizado.

Como não tem limite de pessoas em grupos e cada um pode criar o canal que quiser (as demais pessoas vão entrando conforme seu próprio interesse), não é necessário ter um moderador em grupos. Cada um pode entrar, sair, falar ou não, ler mensagens públicas ou privadas a hora que bem entender. E a plataforma, desse jeito, é autogerenciável – e isso significa que você não depende de ninguém para participar ativamente dela. Se quem te mandou o convite resolver sair, o grupo não se acaba e nem sofre alterações por conta disso.

Comecei a usar o Slack essa semana, para fazer parte das discussões do San Pedro Valley dentro do aplicativo. Pra quem não conhece, o SPV é uma versão mineira (e bem mais legal, diga-se) do Silicon Valey: a comunidade está situada no bairro de São Pedro, aqui de BH, e tem dezenas de startups tão legais quanto as do famoso Vale do Silício. Foi em parceria com a comunidade SPV (eleita a melhor comunidade de startups do Brasil em 2014) que o SEED, programa do Governo de Minas para o fomento ao empreendedorismo, ganhou cada vez mais visibilidade no último ano.

Graças ao Slack eu já consegui conversar diretamente com vários empreendedores, dar pitacos em projetos, receber dicas de leitura, aprender muito sobre modelos de negócios, escalabilidade e, claro, trocar uma ideia de leve (tem até um grupo só pra falar bobagem), porque ninguém é de ferro.

Tudo isso em dois dias.

Por conta dessa experiência, acabei me viciando no Slack e já ensaio fazer um grupo da Tea With Me – que hoje está com a comunicação fácil porque a equipe é pequena. Reza a lenda que para equipes grandes esse é um aplicativo salvador, mas só de ele dividir as conversas por categorias (cliente A, B e C, por exemplo) já dá pra notar que mesmo trabalhos em duplas podem ser mais organizados através do Slack. E, se isso for verdade, além de um bom app o Slack é, também, uma startup que cumpre bem com seu lema: todos serão menos ocupados – e mais produtivos – com ele.

Você usa/conhece alguém que usa/já usou Slack? Depois me conta o que acha.

~Ah, e se você for um empreendedor de BH e quiser entrar na Comunidade do San Pedro Valley no Slack, entre no FB do Mateus Lana e solicite ser incluído por lá. Aproveita e pede desconto na garrafa de João Andante. 😉

Leia também...

Melhores posts

Deixe uma resposta