Caderno de ideias

Dizem que santo de casa não faz milagre... mas cá estamos nós, desafiando as leis da física (e do senso comum) para te mostrar o melhor do que escrevemos para nós mesmos. Fique à vontade para curtir nosso blog! :)

Você quer um texto ou um conteúdo?

camarão

Vou te explicar a diferença entre os dois.

O texto é uma coisa que qualquer pessoa pode fazer. Tem papel, caneta e alguma coisa na cabeça? Tem-se tudo o que é necessário para produzir um texto.

Mas não se engane: o papel aceita tudo. Ele aceita que você escreva que a capital do Brasil é o Rio de Janeiro, e que o Rio de Janeiro é a cidade mais segura do mundo. Prova disso é que eu acabei de escrever isso tudo e o papel não cuspiu na minha cara nem apagou nenhuma palavra.

Papel bobo, chato e feio!

Viu? Ele aceita até o que vai contra sua própria integridade.

O conteúdo é diferente: ele encanta, engaja e, principalmente, converte. Ele pode até vir na forma de um texto, mas não se limita a isso. E, ao contrário do papel, não leva desaforo pra casa.

Você pode até tentar fazer, no papel, um conteúdo dizendo que o Mineirão fica no coração da Savassi, mas esse disparate vai te custar caro. Você vai ficar conhecido como um mentiroso, vão desconfiar de você e da sua habilidade de fazer bem a sua parte. Afinal, você vai ser chamado, no mínimo, de desinformado.

Quer uma dica? Não seja um desinformado na era da informação. As pessoas não compram o papo de quem não sabe do que está falando.

Eu sei do que tô falando, e te garanto: um texto é só um texto. Você provavelmente conseguirá comprar um volumão por uma merrequinha. O sonho capitalista transformado em palavras. Mas, ao fim do dia, você só terá muitos textos que são apenas textos. E um pouco menos de dinheiro na conta.

Já o conteúdo… bem, ele muitas vezes não terá o mesmo preço de um cacho de bananas, e está tudo bem. Cachos são todos iguais, variando apenas de tamanho, e bananas servem para as mesmíssimas coisas em qualquer lugar do mundo. Agora, me diga aqui: você vai fazer um jantar para impressionar aquela pessoa que você quer que fique contigo. Ela ama suflê de camarão. Mas o camarão tá caro, o país tá em crise. Você vai, então, comprar um cacho de bananas, porque ele é mais barato, e fazer um suflê de banana.

No fim das contas, você vai servir o jantar do mesmo jeito. Mas a realidade é que o suflê de banana jamais será o suflê de camarão. E talvez aquela pessoa que você tanto quer contigo se toque que, pela falta do seu esforço, você não é a melhor opção para ela.

Ai. Isso doeu.

Essa pessoa é especial. Você gastou tempo, dinheiro e energia para mostrar a ela o quanto ela é especial pra você. O mínimo que você espera é que ela te veja da mesma forma. Essa pessoa é o seu lead, ou a pessoa sem a qual sua felicidade não está completa. No caso do Marketing Digital, quanto mais leads, mais felicidade. Não vá para a cama sem eles.

Mas, voltando ao assunto, a conversão pelo conteúdo tem a mesma lógica do amor: ela só estará completa quando você cativa o outro a ponto de se tornar, para ele, a primeira opção. Talvez a única. Esse é o primeiro passo para um relacionamento longo e produtivo se você não deixar de nutrir no outro o interesse pelo que você faz. Conteúdo gera conteúdo e, depois de ver os resultados conquistados, nunca mais vai parar de fazer o conteúdo que encanta. E nem pode. Como diz a Raposa do Pequeno Príncipe, você é eternamente responsável pelos leads que cativa.

Quer mais resultado? Então não menospreze o valor de um bom conteúdo, porque ele tem tudo pra ser o camisa 9 que você precisa.

Enquanto palavras ao vento viram música dramática, o conteúdo faz o relacionamento ir pra frente. Ele forma opiniões, pede opiniões e, diferente do simples texto, anseia por essa conexão. Atinge lovers and haters. O texto pelo texto não atinge ninguém. O conteúdo causa uma cosquinha em quem o lê, chamando para a tomada de uma decisão. O conteúdo vende um produto. O conteúdo te vende. Acredite no conteúdo, e não o subestime: ele pode te ajudar a construir um legado.

Não deixe que tudo o que você conquistou até agora, toda sua crença no futuro e que a sua oportunidade de sair de uma crise ainda mais forte do que quando entrou nela fique à mercê de um… texto.

No passar dos dias você saberá distinguir um texto de um conteúdo. Vou aproveitar que você chegou até aqui e te dar uma dica para otimizar essa descoberta: o conteúdo vai te fazer sorrir, chorar, comprar, vender, pedir, aprender, ensinar, consumir. Vai ter gosto de camarão VG servido com água de coco gelada na melhor praia de Fernando de Noronha.

Já o texto não vai te causar muita coisa além de uma vontade insana de comer banana caturra, daquelas bem verdes, difíceis de mastigar. O tipo de alimento que vai te fazer ir pro banheiro com uma caneta na mão, pegar algumas folhas de papel higiênico e rabiscar um pouquinho para matar o tempo.

E é no banheiro que você descobrirá que o papel, realmente, aceita tudo.

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banana

Agradecimentos a todos os amigos e sites da internet que falam sobre camarão, pois não sou consumidora do produto. Um beijo enorme para minha nutri Júlia Ferreira que prestou consultoria na frase final sobre a banana caturra.

(Queria deixar bem claro que amo bananas e não tenho culpa se essa é uma das frutas mais baratas do universo, podendo ser utilizada em 99.78% das metáforas sobre preços baixos.)

PS: esse conteúdo foi gestado após 24 anos de rabiscos, envolvendo quatro anos de graduação, um ano de pós-graduação, seis anos escrevendo para internet, uma reunião com as Formigas Marcela e Suelen e dezenas de orçamentos. Escrito no dia 6 de abril de 2017 enquanto viajava em pé no ônibus da linha 8207.

PS2: quer que eu te ajude a melhorar sua comunicação, transformando seu texto em conteúdo? Tea With Me! #chácomigo 😉