O que esperar de 2016 no Marketing Digital?

É só virar o ano para os gurus da publicidade fazerem as suas apostas. Quais redes sociais irão bombar? Ainda valerá a pena investir em anúncio do Facebook? E o Twitter, acaba ou continua? Diferente de alguns especialistas em marketing e economia, a gente gosta de fazer uma análise mais precisa depois que o carro começa a andar. As festividades de ano novo e o carnaval mostram pra gente muitas evidências sobre o comportamento dos usuários, o que nos dá pistas de hipóteses mais assertivas.

Bom, esse post irá fazer uma análise de algumas apostas que vimos circular na internet nos primeiros dias de 2016, com um acréscimo da nossa singela análise do que que é possível ver até aqui.

  1. Sites responsivos.

    Não dá mais para ignorar esse fator. Em reuniões com clientes em prospects que tivemos em 2015, várias vezes ouvimos “se vou investir em redes sociais, não será necessário caprichar no site”. Sim, se a sua prioridade é interagir com os seus seguidores agora, ok. Se tiver que priorizar uma vertente da comunicação e vê a necessidade de falar com o seu público e racionar a verba para as redes, tudo bem. Mas por favor, se tiver que ter um site, faça direito! Não precisa criar uma loja online, um jogo ou inserir recursos ultramodernos (principalmente se a grana estiver curta), mas é obrigação ter um site que se ajusta ao tamanho da tela, tendo em vista o crescimento de acessos via smartphones e tablets. Ah, e se puder, tenha um site. A comunicação nas redes sociais se torna muito mais efetiva quando encaminha o usuário para a página do seu negócio, sem contar a importância do conteúdo para os buscadores etc… Essa é uma outra conversa que podemos ter em uma reunião. 🙂

  2. Conteúdo será o grande diferencial em 2016.

    Independente da verba que você tenha para gastar em anúncios (Adwords, Instagram, Facebook Ads etc), o bom conteúdo é o que vai gerar conversão para a sua marca. Não adianta levar 100.000 pessoas para o seu site ou rede social se o conteúdo não for atrativo, interativo e não favorecer o engajamento do usuário. Costumamos dizer para os nossos clientes que atualizar o Facebook é um trabalho que o sobrinho dele é capaz de fazer, mas pensar estratégia, horários de maior acesso, distribuição do conteúdo, imagens, textos e um planejamento bem elaborado não é tão simples assim. Portanto, não faça do seu cliente apenas ‘mais um’ no número de fãs. Converse com ele, atenda a demanda que ele traz, forneça informação de qualidade, seja úlil! É isso que definirá a compra.

  1. E o Facebook? Ainda vale a pena investir? Sim! Já deve ter uns três anos que leio a manchete ‘Esse pode ser o último ano do Facebook’. Não, ainda não será. Para quem torce por um substituto da maior rede social do mundo, ainda vai ter que aguardar mais um pouco. Embora tenha tido queda nas ações, a empresa de Zuckeberg ainda é a que mais soma usuários. É claro que uma grande rede pode aparecer amanhã, mas pelo hábito de consumo e compartilhamento que os usuários aderiram junto aos seus smartphones, acho pouco provável haver a migração dos 89 milhões de brasileiros acontecer até dezembro de 2016 para um outro ambiente. Se aparecer uma nova aposta, essa migração sem dúvida ainda não acontecerá este ano. A má notícia é que sim, com o crescimento constante, para ficar ‘visível’ ainda é necessário pagar o preço pelos anúncios.
  1. O Twitter vai acabar?Não, não vai. Nos Estados Unidos essa rede ainda é a segunda tela de muitos espectadores que participam dos TV Shows através das hashtags. No Brasil isso também acontece, numa proporção bem menor, mas considerável – basta ver o número de tweets do programa MasterChef no ano passado. A rede do passarinho está se reiventando, criando botão ‘curtir’ em posts e ainda é uma importante referencia de pautas para jornalistas. Portanto, quem quer trabalhar com assessoria de comunicação digital, não dá pra desprezar os 140 caracteres. Há ainda as redes bem sucedidas nos celulares: Snapchat, Tinder, Vine, Whatsapp e Instagram, sendo que a terceira é do Twitter e as duas últimas, do Facebook.
  1. Vídeos e convergência de mídias.O hábito de assistir televisão mudou. O usuário hoje que cria a demanda, graças ao crescimento de empresas como Netflix e as próprias TV a cabo, que permitem pausar a programação. Portanto, esse comportamento pode ser muito favorecido pelo conteúdo visual que se entrega nas redes. Através do sucesso do YouTube, em 2015, as plataformas de vídeo se consolidaram como uma das principais maneiras de transmitir conteúdo. Com vídeos, é possível alcançar uma taxa de conversão e engajamento dos usuários muito mais elevada do que de outras maneiras. Os estudos mostram que os visitantes ficam dois minutos a mais em uma página se ela tiver um vídeo.

E então, o que você acha? Concorda, discorda? Tem alguma outra aposta? Deixe nos comentários abaixo.

Ou se preferir, vamos conversar para falar das tendências do seu negócio neste ano!

cinthia Demaria

Diretora de Planejamento.

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