Caderno de ideias

Dizem que santo de casa não faz milagre... mas cá estamos nós, desafiando as leis da física (e do senso comum) para te mostrar o melhor do que escrevemos para nós mesmos. Fique à vontade para curtir nosso blog! :)

Carta a Sheryl Sandberg

Oi, Sheryl!

Sei que você é uma mulher muito ocupada, mas peço cinco minutos do seu tempo pois preciso te falar todas essas coisas que aqui escrevo.

Em janeiro celebrei meu aniversário de 27 anos e uma amiga me deu o seu livro, Faça Acontecer, de presente. A leitura é tão inspiradora que todas as páginas me diziam que eu tinha realmente que fazer acontecer. Mas o que? Quando? Como? Eu não tinha as respostas, mas sabia que tinha que fazer algo. E, bem, não é exagero nenhum dizer que seu livro mudou minha vida. Naquele janeiro eu trabalhava em uma agência digital em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Tinha alguns “chefes” nesse trabalho – todos homens. E Minas, embora seja um estado muito tradicional, sempre teve figuras capazes de fazer grandes mudanças, principalmente pela liberdade. Na nossa bandeira se lê “Libertas Quae Sera Tamen”, uma frase em latim que significa “liberdade, ainda que tardia”. E é sobre isso que você fala no livro: liberdade, alegria, esperança e conhecimento de que podemos ir muito mais longe.

E eu tentei esse caminho.

Ao fechar seu livro pela primeira vez, fiz um grupo no Facebook para mulheres empreendedoras no meu estado (chamado Mineiras Empreendedoras). Quando eu convidava alguma nova garota a se juntar ao grupo, sempre descobria coisas bem legais: algumas queriam participar porque querem ser empreendedoras, mas não sabem como. Outras queriam se juntar ao grupo porque descobriram que maternidade e casamento, e ser dona de casa, também são caminhos do empreendimento pessoal, caminhos para mudar o mundo; outras, ainda, queriam participar para mostrar às mulheres mineiras que elas podem ser mães, executivas, felizes, criativas, fortes, tudo ao mesmo tempo e agora – simplesmente porque tudo isso é possível para quem sonha alto e trabalha duro.

Como você.

Dois meses após terminar de ler seu livro (e depois de criar esse grupo, que acabou se tornando um projeto imenso), eu larguei meu emprego, larguei a estabilidade de saber que teria algum dinheiro no começo do mês, para alcançar algo maior to que o contracheque: a possibilidade de viver o sonho. Mudar o mundo com meu trabalho, minha paixão e minha vontade de fazer outras mulheres (e homens) ao redor do mundo saberem do que elas(es) são capazes.

Então, o destino (e a fé) me deu um tremendo (e inesperado) prêmio pela coragem: fui chamada para ser do time de comunicação de um programa inovador de aceleração de startups em Minas Gerais, que seleciona startups do mundo inteiro para passar seis meses aqui em Belo Horizonte e colocar seus produtos ou serviços prontos no mercado.

Aqui eu conheci grandes startups, sonhos e pessoas que acreditam tanto em si mesmas que transformei essa “pequena experiência” em uma escola da vida. Também entendi que era hora de realmente acreditar em mim mesma. Tirei do papel alguns anos de estudos e validações para, com uma amiga, abrir em julho deste ano minha própria empresa: uma pequena agência focada em conteúdo para outras pequenas (e médias) empresas. Nossa missão é crescer junto aos nossos clientes, através dos sonhos deles e dos nossos esforços. No primeiro mês de trabalho duro realizamos um evento bem legal de social media e já conquistamos alguns clientes.

Então essa sou eu agora, aceitando desafios, trabalhando duro, jogando mais duro ainda e sonhando absurdamente alto, como as mulheres das histórias que você contou no seu livro. Agora que sou uma “empreendedora da vida real” – e isso significa não ter muito dinheiro em caixa, no começo – não acho que seja possível te encontrar no Vale do Silício ou em eventos ao redor do mundo nos próximos anos, mas quero muito dizer aqui, no blog da minha empresa,

OBRIGADA, SHERYL.

Obrigada por sua coragem, e delicadeza, de escrever um livro tão inspirador e desafiador. Se um dia você vier ao Brasil não se alarme se alguma garota doida esperar, até o fim de sua aparição, por uma possibilidade de te abraçar e agradecer em pessoa. Essa louca serei eu, ou até uma versão melhorada de mim, com mais experiência e conhecimento (espero!), mas ainda um “eu” que quer te agradecer muito.

Suas palavras fizeram minha vida melhor. E eu prometo que minhas palavras aqui são apenas o começo de uma Estrada sem fim, onde darei minha vida e alma para mostras às pessoas (às empresas e aos mercados) o melhor que elas podem ser.

Com afeto, Laís Menini

(PS: diga olá ao Mark para mim. É verdade quando dizem que perto de um grande homem – perto, não atrás – sempre está uma mulher maravilhosa.)